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Câmara de Vereadores aprova criação de CPIS

por Maximiliano Moreira Rodrigues última modificação 25/09/2015 10h48

A Câmara Municipal de Angra dos Reis aprovou, com a maioria de votos dos parlamentares, na Sessão Ordinária de terça-feira (12), a criação de duas Comissões Parlamentares de Inquérito, uma para apurar supostas denúncias de irregularidades na concessão de benefícios e contratações realizadas na Secretaria de Ação Social e outra para investigas questões ligadas ao Ordenamento Urbano e Ambiental na Ilha Grande.

Ambos requerimentos (nº249/2015 e nº250/2015) foram assinados pelo presidente do Legislativo, Marco Aurélio Vargas (PROS), e pelos vereadores Eduardo Godinho (PT), Chapinha do Sindicato (PSD), Carlinhos Santo Antônio (PROS), Claudinho (PR), Lia (PT), Fábio Macedo (PT), e Jean Carlos (PDT), que compõem a base governamental.

 

Ilha Grande: um palco de conflitos

 

O presidente do Parlamento, Marco Aurélio Vargas, que possui longa experiência na área ambiental, tendo atuado, inclusive, como Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Angra dos Reis, comemora a criação da CPI para proteger vida na Ilha Grande que, segundo ele, é uma das maiores riquezas naturais do mundo.

- A Ilha Grande, para nós que nascemos em Angra dos Reis, é um verdadeiro patrimônio. É nossa herança. Por isso, não podemos deixar que esse paraíso natural se transforme no que aconteceu com o continente – essa grande desordem urbana. Isso não é uma vontade do vereador Marco Aurélio, mas do cidadão Marco Aurélio, que ama essa cidade -,destacou o presidente da Câmara, antes de enumerar algumas questões que vão ser investigadas pela Comissão Parlamentar.

- Nós temos que investigar a questão do uso e ocupação do solo, o ordenamento marinho da Ilha Grande - que é uma área de conflitos entre município, Estado e União - e os diversos problemas dentro de cada localidade. Por exemplo, no Abraão, o Prodetur (Programa de Desenvolvimento do Turismo), que é do governo Estadual, está para fazer intervenções urbanísticas de drenagem e de saneamento básico há quase uma década. Temos também que discutir as diversas invasões que vem acontecendo, principalmente no Parque Estadual da Ilha Grande -, defendeu.

Marco Aurélio explica ainda que os trabalhos da CPI não vão influenciar na vida dos ilhéus. Ao contrário, ao buscar ordenamento urbano e ambiental, vão proporcionar melhor qualidade de vida aos moradores.

- Não podemos cair na conversa de que os pescadores e as tradicionais famílias caiçaras vão ter que sair da Ilha Grande. Existem leis que protegem essas pessoas. Fazendo uma correlação, se fosse assim, todas as casas que estão assentadas nos costões rochosos ao longo do nosso litoral teriam que ser demolidas. Nós vamos, com essa CPI, chamar a atenção de todas as autoridades para o que está acontecendo na Ilha Grande. Ou a gente dá um ponto final nisso ou brinca que faz de conta.  Por isso, eu estou muito contente em termos aprovados essa CPI -, finalizou o presidente da Câmara, vereador Marco Aurélio Vargas.

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